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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Uma história triste em um lugar lindo.

Duas amigas, Maria José e Ilma, saíram de casa em busca de um futuro melhor. Procuraram trabalho, moradia e, infelizmente, nada deu certo.
Fui fazer uma caminhada pelas montanhas próximas ao meu bairro e me deparei com estas meninas, que vivem neste lugar lindo em condições abaixo da pobreza.
Encontraram abrigo no topo do Monte das Orações, onde elas conseguiram apenas uma cama e algumas colchas que colocam entre as árvores, fazendo uma espécie de "tenda", onde dormem.
Nestes dias frios de inverno o vento não dá trégua, forçando-as a dormir em lugares horríveis, como o Cemitério da Saudade, a UPA da Região Leste de BH e outros postos de saúde. 
Durante o dia, perambulam pelas ruas à procura da oportunidade que sempre lhes é negada.
Apesar de todo o sofrimento, estas moças não perdem a esperança de dias melhores.
A elas, falta tudo: um teto, agasalho, trabalho, comida... Enfim, falta-lhes a dignidade que todo ser humano necessita para viver minimamente bem.
Apesar dessa total carência de recursos, o coração delas não endureceu. Vendo que estávamos cansadas e com sede, elas prontamente ofereceram o que tinham disponível: suco e bolo.

Sei que hoje é dia da reciclagem, mas não posso deixar de pedir ajuda para estas moças que, na sua simplicidade, dividem o pouco que têm. Corações assim estão em falta no mundo, e precisamos fazer alguma coisa para aliviar o sofrimento delas.
Todo e qualquer auxílio é bem-vindo, desde alimentação e vestuário a madeirite para que elas possam ao menos construir um cômodo para se abrigar do frio e da chuva.
Quem estiver disposto a ajudar, entre em contato comigo através do email nasentranhasdaterra@gmail.com .
Se cada um fizer um pouco por elas, tenho certeza de que em breve terão uma vida mais digna.
Desde já, muito obrigada.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Somália: Diário das Trevas.

A Somália é um país situado a Nordeste do continente africano.

Um lugar que já foi cheio de belezas naturais, fauna rica e uma História cheia de bravos guerreiros de etnias ancestrais.
Mas nos dias de hoje a realidade é outra.

No Conexão Repórter da semana passada, o que vi foi um povo triste, carente de tudo: água, alimentos, saúde e, principalmente, dignidade.
Enquanto o presidente ostenta roupas francesas e relógio suíço, a população local sofre com a ausência total de recursos essenciais à vida. Nas escolas, professores sem formação alguma mal sabem o que ensinar às crianças. Os hospitais são verdadeiros "depósitos humanos", enfermos que sofrem de doenças mentais têm os pés acorrentados às camas que, por sua vez, não oferecem conforto algum.
Para piorar a situação, o país sofre há muitos anos com uma guerra civil.
Os rebeldes invadem as casas, saqueiam tudo o que vêem pela frente, seqüestram as crianças e matam os adultos.
E o governo nada vê, nada faz. Pelo contrário, só atrapalha. Os alimentos que deveriam ser enviados aos campos de refugiados são desviados e mantidos nas mãos da elite.
A violência sexual nesses campos é corriqueira e mantida através da impunidade. Fiquei estarrecida ao ver o depoimento de uma mulher que foi estuprada por sete homens e, com o laudo pericial nas mãos, diz que a polícia e a Justiça estão de braços cruzados diante deste crime mais que hediondo.
Pessoas sem trabalho, sem paz, alimentos, saúde, vontade de viver... Estão entregues à própria sorte, esperando a morte chegar.
E o que o restante do mundo pode fazer por essas pessoas?

sábado, 30 de julho de 2011

Dica de Reciclagem: Aproveitamento Integral dos Alimentos.

Crescemos ouvindo a vovó dizer: "Não desperdice comida, não jogue no lixo. Tem tanta gente passando fome"...

Tenho que reconhecer, a vovó está certíssima.
Muitos dos alimentos produzidos com tanto sacrifício são perdidos. Ou compramos demais e acabamos deixando estragar na geladeira, ou estragam a caminho do Ceasa...
Enfim, muitos são os motivos que levam nossa comida, bem essencial à vida, a ser descartada.
Mas há uma esperança!
Tudo pode ser reaproveitado. Cascas de frutas e legumes, pão velho, sobras de arroz, tudo pode ser transformado em belos, nutritivos e apetitosos pratos.
E para isso, encontrei um livro do Sesc - SP com várias receitas anti-desperdício.
Faz bem à saúde, ao bolso e ao Meio Ambiente.
Este maravilhoso Livro de Receitas está todo no link ao lado, em pdf.
Obrigada, vovó! Você, como sempre, tem razão.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Amazônia: marcados para morrer

Terra. Fonte de vida, desde tempos priscos. Por mais industrializada que a nossa alimentação esteja, é ela que nos sustenta até os dias de hoje.
Mas é esta mesma terra que mata, através da cobiça de quem tem poder e dinheiro sobrando neste país. Com o respaldo dos poderes Legislativo (que cria leis favorecendo apenas aos poderosos) e Judiciário (sempre os deixando impunes), os "coronéis" ainda mandam e desmandam em terras tupiniquins.
São praticamente "deuses": têm poder sobre a vida e a morte de todos os pobres lavradores que ousam reclamar o que é seu por direito.
Como já comentei em posts anteriores, são estes homens os mesmos que roubam terras de indígenas e áreas de preservação permanente (APPs), além de tomar também o sustento destes que precisam suar, e muito, para ter o que comer.
Historicamente, os estados das regiões Norte e Centro-Oeste são marcados como zonas de conflito agrário. Os donos do poder usam de todos os artifícios livremente: grilagem - queimam as casas dos pequenos agricultores com os documentos e "criam" novos, passando grilos mortos nos papéis para amarela-los e dar-lhes um aspecto envelhecido; ameaças e até contratam "pistoleiros" que matam estes dependentes diretos da agricultura de subsistência por qualquer R$ 500,00.
Os últimos casos que chocaram o país foram as mortes dos extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo Silva, que já vinham sofrendo ameaças há muito tempo. Pediram proteção ao governo federal e, para variar, a ajuda não chegou.

Casal de extrativistas assassinados. Fonte: blog APIME.

Foram assassinados brutalmente e apesar do parecer favorável do Ministério Público e requerimento da prisão preventiva do mandante, um dono de terras no assentamento em Nova Ipixuna e dos pistoleiros, que tinham dívidas com o mandante, o juiz Murilo Lemos Leão da 4ª Vara Criminal de  Marabá (PA) recusou o pedido de prisão preventiva contra os três.
A família e a Pastoral da Terra pedem o afastamento deste juiz do caso, mas agora é tarde. O mandante está foragido, como o magistrado parece desejar.
Os retratos-falados dos criminosos e um vídeo onde a família expõe sua dor estão na página do G1.
Depois deste crime bárbaro, mais dois agricultores foram mortos na mesma região. Há uma lista de 300 pessoas sob ameaça em regiões de conflito, e o governo nada vê, nada faz.
A Força Nacional foi enviada ao Pará e deve permanecer 3 meses no local, mas é muito pouco.
Essas pessoas precisam de proteção permanente, garantias de que a lei será cumprida.
E é nosso dever enquanto cidadãos, pais, filhos e seres humanos cobrar proteção aos filhos da floresta, que não têm ninguém por eles.
Vamos dar as mãos a eles nesta luta?


sexta-feira, 15 de julho de 2011

Dica de reciclagem - Óleo de cozinha

Você sabia que 1 litro de óleo jogado no rio ou na rede de esgoto polui 1 milhão de litros de água? Quantidade suficiente para o consumo de uma pessoa durante 14 anos!
O óleo nos rios dificulta a entrada de luz e a oxigenação da água, destruindo assim a base de alimentação aquática.
Também provoca enchentes e contribui para o aquecimento do planeta, além de entupir a tubulação de esgoto, formando grossas crostas difíceis de remover.
Para acabar com este problema, assim que usar o óleo vegetal na frigideira, coloque-o de volta em outra embalagem de óleo com a ajuda de um funil. Não use garrafas de vidro ou PET, pois torna-se impossível recicla-las.
Existe uma empresa em BH que recolhe o óleo usado e faz biodiesel, ração animal e sabão.
É a Recóleo, e ela atende em todo o território nacional através dos números: (31)3418-5790, para Belo Horizonte; e 0800-0313418, para outras localidades.
No site há alguns vídeos explicativos bem interessantes.
Vamos fazer nossa parte?
Até a próxima!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Governos municipais roubam dinheiro destinado às vítimas da maior catástrofe do país.

Seis meses depois do dia em que as chuvas devastaram a região serrana fluminense, a reconstrução de 7 destes municípios não saiu do papel.

No Jornal Nacional de ontem, foram denunciados escandalosos esquemas de desvio de dinheiro - 30 milhões de reais enviados pelo Governo Federal - e donativos, fechados poucos dias após a tragédia.
Cansados de esperar pela iniciativa das prefeituras, os próprios moradores têm feito a limpeza e retirado os escombros das áreas mais atingidas.
Há perigo por todos os lados e, sem alternativa, os moradores são obrigados a retornar às antigas casas, que podem desabar a qualquer momento.
Em troca de perdão judicial, um empreiteiro denunciou ao jornal O Globo que "em 2010, eles exigiam de 5% a 10% (de propina). Na semana da tragédia, o valor cobrado passaria a 50%", por causa da verba federal que acabara de chegar.
O secretário de Governo, José Alexandre e o secretário de Obras, Paulo Marquesine estavam à frente das negociações do "desvio" - roubo, mesmo - do dinheiro enviado pela União. Dinheiro este que eu e você, contribuinte, ajudamos a pagar.

Jorge Mário, sorrindo bastante com o dinheiro do povo no bolso. Fonte: Brasil Rural Fm.

Diante deste cenário indecente, o prefeito de Teresópolis, Jorge Mário, diz não ter conhecimento de nada e afirma que a notícia é "fantasiosa". Que feio, prefeito! O senhor consegue dormir tranquilo à noite, sem remorso algum?
Vergonha é para quem tem, né?
Em Nova Friburgo, o quadro não é diferente. O que se vê pelas ruas é a destruição total e igual descaso das autoridades.
Além disso, boa parte dos 10 milhões destinados à recuperação do município também foram surrupiados.
Segundo investigação do Ministério Público, a "Fundação Municipal de Saúde não se preocupou em determinar e quantificar o material médico-hospitalar que precisaria ser extraordinariamente adquirido em função da catástrofe, quantidades (compradas sem licitação) suficientes para manter em funcionamento, por longos meses, as unidades de saúde".
Lugar de ladrão é atrás das grades.
Até a próxima!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Dicas de Reciclagem.

Queridos amigos,



A partir de hoje, as suas sextas-feiras serão mais ecológicas.
Neste espaço, darei semanalmente dicas de reciclagem, porque a preservação do Meio Ambiente passa, principalmente, pela prática.

A dica de hoje é a mais básica de todas: separe seu lixo como no esquema abaixo.


Até semana que vem!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Política Nacional de Resíduos Sólidos

Entrou em vigor ano passado a Política Nacional de Resíduos Sólidos, um esforço para minimizar o impacto ambiental de tudo o que descartamos, especialmente no espaço urbano.


Um dos principais pontos desta nova legislação, além da proteção da saúde pública e da qualidade de vida e do Meio Ambiente, é a extinção dos lixões.
Este conjunto de práticas foi criado por Marina Silva e aprovado no Senado em 2010, quando ela ainda era senadora pelo Acre.
O trato de nossas autoridades em relação ao lixo é historicamente a omissão. Lá fora, onde o assunto é prioridade, há aterros sanitários de verdade, onde há a triagem dos resíduos, separando o lixo úmido (restos de comida) dos materiais recicláveis, que também são separados entre si por categorias.
O chorume resultante da decomposição do lixo úmido (que nos lixões tradicionais fica exposto ao solo, contaminando os lençõis freáticos) é rico em gás metano que é, por sua vez, processado e transformado em energia limpa.
Mas o quadro aqui no Brasil é outro, e bem triste.
150 mil toneladas de lixo são descartadas todos os dias em todo o nosso território. Deste total, segundo dados oficiais, 45% teve destinação inadequada em 2008. Creio que os números sejam ainda maiores, porque lixão clandestino é o que não falta em nosso país.
Os catadores, que fazem o trabalho de coleta dos materiais recicláveis, formam uma primeira geração de emprego e renda em uma economia verde que está engatinhando por aqui. E poderia correr a passos largos, se nossos governantes tivessem real interesse nesta questão tão séria.

Catador de materiais recicláveis. Fonte: blog Se Lança.

Eles trabalham nas ruas, enfrentando o sol, a chuva e o frio, e não têm reconhecimento algum. Pelo contrário, sofrem preconceito tanto por parte da sociedade quanto por nossos gestores.
Nas cooperativas, são eles que fazem todas as tarefas: triagem, prensagem, estoque e comércio.
No programa Ecosenado, foi entrevistada uma senhora que sofre como tantos catadores, mas em sua imensa sabedoria, comparável apenas à sua humildade, organizou um grupo e hoje é diretora-presidente da Cooperativa Sem Dimensão. O nome dela é Sônia Maria da Silva, e o que ela expõe às câmeras é a falta total de recursos, de condições de trabalho e até de higiene a que os catadores são obrigados a lidar diariamente.
O médico precisa de aparelhagem, macas... O professor necessita de lousa, giz, livros, mesas para exercer sua profissão dignamente.
E o catador? Este tem que conviver com baratas, ratos e urubus todos os dias durante seu trabalho.
E este é o esforço dela e um dos objetivos da nova legislação: dar dignidade a um trabalho que, por si só, já é digno.
O que se faz necessário agora é colocar em prática, fiscalizar, cobrar isso de nossos gestores.
Afinal, se todo trabalhador tem direito a registro profissional, contagem das horas semanais trabalhadas, salário mínimo e férias remuneradas, por que razão estes que cooperam tanto com a preservação do nosso Meio Ambiente não têm?

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Vereadora de S.João Del Rey propõe matança de animais.

A vereadora Silvia Fernanda de Almeida, do PMDB de Minas Gerais, propôs na Câmara Municipal de São João Del Rey o extermínio de todos os animais encontrados na rua.



Segundo a proposta dela, os donos têm um prazo de 48 horas para reclamar a ausência do seu bichinho. Segundo as próprias palavras desta "senhora": "Eu quero fazer um projeto de lei para matar cavalo, égua, vaca, porco... Achou na rua, falou com o dono, em 48 horas não 'providenciou', mata".
A proposta indecorosa desta que deveria criar soluções para um problema grave como o abandono destes inocentes pelas ruas da cidade, gerou protestos inflamados por parte da população local. A manifestação tomou forma na rua e continuou dentro da Câmara.

Foto da desalmada. Não vote nela em 2012! Fonte: blog Minas em Foco.

Depois da pressão da sociedade e da imprensa, a desalmada teve a cara de pau de negar tudo. Ela não contava que o vídeo seria mostrado em todo o Estado no "Bom dia Minas".
Fique de olho. Preste atenção em quem você votou e não repita o mesmo erro duas vezes. Acompanhe o político que recebeu seu voto pela internet e fiscalize seus projetos de lei.
Só a consciência traz a mudança, e este papel é de todos nós.
A reportagem completa está no site G1.
Em 2012, pesquise bem o passado do seu candidato antes de votar.
Até a próxima!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Mudanças no Código Florestal: teremos agora um Código Agrário?

Todo brasileiro, assim que nasce, tem garantido pela Constituição Federal o direito a viver em um Meio Ambiente equilibrado.
É considerado extensão do direito à vida, previsto no art.25.
E este direito constitucional está ameaçado pelo "excelentíssimo" deputado Aldo Rebelo e sua corja.



As mudanças no nosso Código Florestal, que até então era considerado (pelo menos na teoria) um dos melhores do mundo, incluem - só para citar alguns absurdos - anistia aos desmatadores que cometeram tais crimes ambientais até julho de 2008, autorização para desmatar APPs (Áreas de Preservação Permanente, como topos de morros e margens de rios) e a não- obrigação do replantio de mata nativa.
E por que este pequeno e poderoso grupo tem tais interesses?
Simples: enriquecimento fácil, imediato e irresponsável.
Este é o modelo de nossos "coronéis" desde 1500. Modelo colonial, agroexportador, baseado na monocultura extensiva.

O poder dos "coronéis", charge da República Velha. Fonte: blog Regurgitogagia.


Nada, absolutamente nada mudou até hoje, já que continuamos a exportar commodities, o que acaba com nosso solo, nossas águas e, principalmente, todas as formas de vida nas áreas em que tais práticas são realizadas.
Há interesses internacionais em jogo: os gringos querem nossos bens primários (soja, minério, celulose, etc.) a "preço de banana", agregando valor -e emprego- em seus respectivos países.
O agronegócio brasileiro é comparável a um cão raivoso: tem força, mas não juízo. Infelizmente, estes poucos latifundiários que tomam conta da maior parte das terras de nosso tão rico Brasil estão interessados apenas em produzir, deixando a responsabilidade de lado como fizeram nossos colonizadores.
Quando Marina Silva era nossa ministra do Meio Ambiente, provou que sua política de desmatamento zero é um sucesso na prática. Já temos hectares e mais hectares de área desmatada no nosso país, não precisamos de mais.
O agricultor pode usar a área já desmatada para pôr em prática a policultura, ou seja, o cultivo de diferentes espécies vegetais para não empobrecer o solo.
Além disso, na mata seca (cerrado), onde há um riquíssimo ecossistema que ninguém dá valor, pode-se fazer tais plantações junto com a mata nativa, sem causar prejuízo algum ao Meio Ambiente.
A monocultura destrói ecossistemas inteiros e não há retorno.
A questão tem sido tratada no Congresso como uma questão política. Os aliados do governo (entre eles Aldo Rebelo, pai deste relatório nocivo) e os ruralistas (principalmente a bancada do DEM) contra os ambientalistas, de diversas filiações partidárias.
E não é por aí. Estão fazendo do nosso sagrado direito à vida um mero jogo de interesses.
E para provar que esta é uma questão muito mais profunda que o falido jogo político brasileiro, é um problema econômico e social, basta olhar para os jornais.
Estes mesmos latifundiários que pedem a criação deste vergonhoso "Código Agrário" são os mandantes dos assassinatos de vários agricultores. Chico Mendes foi só um entre milhares. Esta conta não poderemos fazer, já que a impunidade e a "lei do silêncio" imperam neste país.

Chico Mendes. Foto: Homero Sérgio.

Ora, o coronelismo já acabou! A ditadura já acabou! E por que não temos estas mortes solucionadas? Prendem meia dúzia de jagunços e a opinião pública se cala.
Onde há pequeno agricultor assassinado, há grilagem e área de conflito. O que deveria ser resolvido pelo Governo Federal.
Só com o vislumbre da aprovação deste desastre, o desmatamento na Amazônia legal (85% da floresta que deveria ser preservada) aumentou em 400%.
Só em abril, quando foi aprovado, 480 mil m² foram desmatados só no estado do Mato Grosso, área que abriga nosso riquíssimo Pantanal.
A política de Medidas Provisórias, prática muito utilizada pelo governo para tomar decisôes à revelia dos interesses do povo, precisa ser revista urgentemente. Não podemos aceitar de braços cruzados a automatização do Congresso. Isto é um retrocesso, um quase retorno à ditadura.
Nossa presidenta, que usou tanto o discurso verde para conquistar eleitores, tem o dever de não deixar esta catástrofe acontecer.

Veta, Dilma!!!
Vamos lutar juntos?

Para maiores informações, há um debate muito interessante no programa Palavra Cuzada, da TV Cultura. Participações brilhantes do advogado ambiental Abraão Soares Dias Gracco e do fundador do Projeto Manuelzão, Apolo Heringer-Lisboa.