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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Cientistas estudam feições de macacos para entender evolução da espécie.

Pesquisadores da UCLA (Universidade da Califórnia), em Los Angeles, analisaram 129 caras de macacos da América Central e do Sul em busca de pistas sobre a evolução das espécies.
Segundo o professor Michael Alfaro, a equipe quer entender por que os macacos desenvolveram aspectos tão diferentes com cores e tamanhos de pelos distintos.


Eles classificaram as feições em 14 grupos e estudaram os sistemas sociais de cada macaco para então estudar a evolução: quando cada gênero começou se diferenciar dos demais. O resultado da pesquisa surpreendeu os cientistas.
“Encontramos fortes evidências de que, quando uma espécie vive em grupos mais numerosos, as faces são mais simples”, disse a pesquisadora Sharlene Santana.
“Acreditamos que isso está relacionado com a habilidade de comunicação mediante expressões faciais. Uma cara mais simples permite transmitir expressões de uma forma mais fácil e clara.”
Os estudiosos descobriram ainda que, quando os macacos vivem em ambientes com outras espécies semelhantes, os rostos são mais complexos para permitir a identificação de cada um deles.
Alfaro diz que os humanos não possuem características tão diversas como foi verificado nos animais, mas os humanos são capazes de comunicar emoções através de uma grande diversidade de expressões faciais.
Detalhes sobre o estudo serão publicados na revista “Royal Society Journal, Proceedings B”.

Até amanhã, amig@s!

Fonte: Folha.com

Rio+20 será marco na história, diz diretora-geral da Unesco.

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Irina Bokova, disse hoje (18) que a Conferência Rio+20, programada para ocorrer entre 13 e 22 de junho, no Rio de Janeiro, será um marco histórico mundial. A diretora-geral acrescentou ainda que o resultado da Rio+20 será de grande “importância” para o meio ambiente global nos próximos dez anos. As informações são da Unesco.


“Rio+20 deve ser lembrada como um marco [histórico]. É o início de uma transição global verde. Essa é a visão da Unesco que orienta nosso trabalho no desenvolvimento de ações nas áreas de educação, ciências, cultura, informação e comunicação para um futuro mais sustentável”, disse Bokova.
Segundo a diretora-geral, a conferência oferecerá ao mundo a “oportunidade única” de avançar na construção de uma agenda global para o desenvolvimento sustentável. De acordo com Irina Bokova, todos devem se esforçar na elaboração das propostas e na execução das ações – países desenvolvidos e em desenvolvimento.
Bokova disse ainda que a falta de diálogo entre os líderes políticos e gestores contribui para acentuar a “grave degradação dos recursos naturais do mundo”.
Pelo menos cem presidentes da República e primeiros-ministros são esperados na Rio+20, além de 50 mil credenciados. Os demais números referentes às pessoas que trabalharão no evento – direta e indiretamente – e visitantes ainda estão sendo calculados.
A Rio+20 ocorre duas décadas depois de outra conferência que marcou época, a Rio 92. O objetivo agora é definir um modelo internacional para os próximos 20 anos com base na preservação do meio ambiente, mas com o foco na melhoria da condição de vida a partir da erradicação da pobreza, por meio de programas sociais, da economia verde e do desenvolvimento sustentável para uma governança mundial.
A conferência conta com o apoio e o comando da Organização das Nações Unidas (ONU). O secretário-geral do encontro é o diplomata chinês Sha Zukang. Porém, a presidenta da conferência é Dilma Rousseff.

Até amanhã, amig@s!

Fonte: Agência Brasil


Índia registra casos de tuberculose “incurável”.

De 12 pacientes em Mumbai considerados “totalmente resistentes aos remédios”, três já morreram.
Os casos estão sendo investigados pelo Ministério da Saúde indiano.
A tuberculose é uma das maiores causas de morte no mundo. Entre as doenças contagiosas, fica atrás apenas do HIV.
O tratamento com antibióticos para pacientes com tuberculose dura, em média, de seis a nove meses.






Novas bactérias

Não é a primeira vez que bactérias resistentes aos antibióticos causam preocupação nas autoridades médicas.
Alguns tipos de tuberculoses “incuráveis” já foram registrados em países como Itália e Irã.
Vertentes resistentes a um grupo específico de medicamentos também apareceram na Rússia e na China.
Segundo os médicos do hospital Hinduja, em Mumbai, os pacientes têm sido tratados com uma bateria de drogas há dois anos, sem sucesso.
A maioria dos doentes viviam em favelas na cidade, onde a proximidade entre as pessoas facilita o contágio.
O Centro Americano para Controle de Doenças (CDC na sigla em inglês) confirmou que a vertente indiana parece ser completamente resistente.
“Toda vez que vemos algo assim, procuramos assumir o controle antes que se torne um problema disseminado”, disse Kenneth Castro, diretor de Eliminação de Tuberculose do CDC.
O caso se agrava quando os pacientes interrompem o tratamento, criando o ambiente perfeito para que a bactéria desenvolva resistência.

Até amanhã, amig@s!

Fonte: BBC Brasil



Itália afirma que já existe “dano ambiental” pelo naufrágio do cruzeiro Comente.

O Governo italiano afirmou nesta quarta-feira que já ocorreu “dano ambiental”, embora muito restrito ao fundo do mar da ilha de Giglio em consequência do naufrágio de sexta-feira (13) do transatlântico “Costa Concordia”, que contém em seu interior 2.380 toneladas de combustível.
Itália afirma que já existe “dano ambiental” pelo naufrágio do cruzeiro Comente

À margem de seu comparecimento nesta quarta-feira no plenário da Câmara Baixa, o ministro de Meio Ambiente italiano, Corrado Clini, afirmou que existe o risco de um possível vazamento de combustível ao mar, que pode dispersar-se ao longo de toda a costa do Tirreno.
“Existe já um dano ambiental, muito contido, relativo aos fundos marítimos da ilha do Giglio”, afirmou Clini aos repórteres nos corredores da Câmara Baixa italiana.
Mais cedo, mergulhadores italianos suspenderam as buscas no navio depois que o casco mudou levemente de posição sobre a rocha em que está assentado, disseram autoridades.
O porta-voz da equipe dos bombeiros, Luca Cari, declarou que as buscas foram interrompidas após uma movimentação de alguns centímetros que representava um perigo para os mergulhadores que vasculham os espaços submersos do navio.
Cari não deu estimativas de quando o trabalho poderia ser retomado. Até o momento, 11 corpos já foram resgatados, mas ainda há desaparecidos.

Prisão domiciliar

Ontem (17), a Justiça italiana determinou que o capitão do navio, Francesco Schettino, fique em prisão domiciliar. A informação é do advogado do comandante, Bruno Leporatti.
A juíza da região de Grosseto, Valeria Montesarchio, anunciou a medida depois de submeter Schettino a um interrogatório, segundo o advogado.
O comandante Schettino, 52, estava preso desde sábado. A promotoria de Grosseto, que tinha solicitado a prisão preventiva do capitão, o acusa de homicídio culposo múltiplo (sem intenção de matar), abandono de navio e naufrágio, crimes que podem condená-lo a até 15 anos de prisão.

O acidente

O cruzeiro “Costa Concordia” colidiu contra as rochas em águas da ilha italiana de Giglio na sexta-feira (13) à noite.
A companhia proprietária da embarcação, Costa Cruzeiros, admitiu que houve “erro humano” e que o capitão, Francesco Schettino, não respeitou o regulamento, aproximando-se até 150 metros da costa.
Schettino é acusado de homicídio culposo múltiplo (sem intenção de matar), naufrágio e abandono do navio, crimes pelos quais pode ser condenado a até 15 anos de prisão.
O capitão do cruzeiro admitiu ontem (17) diante da juíza de instrução Valeria Montesarchio que estava no comando da embarcação no momento em que o barco colidiu.
(Com Efe e Reuters)


Fonte: Blog do Deputado Federal Gonzaga Patriota (PSB/PE)

Árvore de 3,5 mil anos de idade pega fogo nos Estados Unidos.

Uma árvore de cipreste, com 3,5 mil e tida como uma das mais velhas do mundo, pegou fogo no começo da segunda-feira (16) em um parque localizado em Longwood, no estado da Flórida, nos Estados Unidos.
Conhecida como “O Senador”, a planta tinha quase 36 metros e ficava dentro do Big Park Tree. Após falhar em tentar salvar a planta, os bombeiros locais afirmaram não saber o que motivou o incêndio.


Árvore durante o incêndio na segunda-feira (16). (Foto: Joe Burbank / AP Photo)Bombeiro analisa o que restou da árvore 'O Senador'. (Foto: Phelan M. Ebenhack / AP Photo)

Até amanhã, amig@s!

Fonte: G1

Veja onde descartar objetos obsoletos, como celulares e lâmpadas.

De um ano para o outro, o seu computador fica obsoleto. O celular passa de item cobiçado a peça pré-histórica em questão de meses. Imagine se esses produtos, e mais baterias de carro, exames de raio-X e lâmpadas fluorescentes fossem dispensados como entulho comum.

As baterias de carro contêm chumbo, que gera problemas ao sistema nervoso, enfraquece os ossos, causa anemia. Essas substâncias tóxicas podem se instalar em seu corpo de forma simples: uma vez despejadas no solo, têm suas matérias-primas decompostas, são ingeridas por vermes e minhocas e, em contato com o lençol freático, entram na cadeia alimentar por meio das plantas. Como você é o último componente desse ciclo, consome as substâncias absorvidas ao longo do processo.
As lâmpadas fluorescentes contêm vidro e metal, e são compostas por fósforo e mercúrio. O fósforo favorece o surgimento de câncer e provoca lesões nos rins e no fígado; o mercúrio, se inalado, pode causar dor de cabeça, febre, fraqueza muscular. A esses “poluidores” se unem outros, como computador e pneu, todos com componentes tóxicos na composição.
O Brasil é o país que mais descarta computadores pessoais per capita –0,5 kg por habitante–, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Na China é de 0,2 kg por pessoa.
O número dessas máquinas vendidas no país sobe 15% a 20% ao ano: em 2010, atingiu 13,3 milhões, de acordo com a consultoria IT Data.
No mundo todo, são geradas 40 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos anualmente, sendo que apenas 10% passam por reciclagem de forma apropriada.
O trabalho de desmontagem e o reaproveitamento é pouco conhecido por aqui, segundo o Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática da USP).
REAPROVEITAMENTO
Para entender a importância de dar destino certo ao velho aparelho de TV ou ao computador, é preciso se dar conta de que quase 50% dos eletroeletrônicos é composto de plástico e ferro, insumos largamente aproveitáveis. O chumbo volta à ativa como matéria-prima. O vidro das telas gera cerâmica vitrificada, empregada em pisos.
Grande parte do asfalto vem dos pneus que são dispensados adequadamente. Embora a valorização energética –em caldeiras de indústrias, por exemplo– seja o principal destino, boa parte deles é utilizada para fazer asfalto ecológico, piso de quadras poliesportivas e artefatos de borracha, como tapetes e sapatos.
Segundo a Reciclanip, entidade responsável pela coleta de pneus e ligada à Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), em 2010 o Brasil reciclou mais de 300 mil toneladas de pneus, equivalente a quase 62 milhões de unidades de carros.
ONDE DESCARTAR
Jogar o lixo no lugar certo ajuda a sustentabilidade do planeta porque significa economia e aproveitamento de matéria-prima. Por isso, alguns países fazem recomendações oficiais para o descarte correto do produto.
No Brasil, uma iniciativa desse tipo seria de grande valia, porque só em São Paulo o volume mensal de compra de óleo é de mais de 20 milhões de litros, segundo pesquisa da Nielsen. Aqui, algumas empresas e hospitais fazem a coleta daquilo que já não serve mais para você.






 Até amanhã, amig@s!

Fonte: Folha.com

Estudo diz que é possível produzir mais sem destruir floresta.

Um novo estudo sugere que é falso dizer que para produzir mais é preciso desmatar novas áreas. Uma análise do uso de solo de Mato Grosso por uma década mostrou que aconteceu tanto uma diminuição da devastação da floresta como um aumento da produção agrícola.
Bastou saber usar bem o que existe, graças a políticas públicas e de mercado.

Fotos da alta floresta. Fonte: Tripadvisor

A pesquisa publicada na “PNAS” indica que o desmate em Mato Grosso diminuiu 30% entre 2006 e 2010 da sua média histórica recente (entre 1996-2005), apesar do aumento da produção agrícola.
O Estado é o principal produtor de soja (31% do total brasileiro). Mas também foi o campeão em destruição de floresta de 2000 a 2005.
O aumento da produção de soja, entre 2001 e 2005, foi sobretudo pela expansão da cultura em áreas desmatadas e que eram pasto (74%) ou diretamente em florestas (26%).
Já de 2006 a 2010, o aumento ocorreu em 91% dos casos em áreas já desmatadas.
O estudo conclui que a queda mais acentuada no desmate coincidiu com um colapso das commodities e a implementação de políticas para reduzir o corte da mata.
“A lucratividade da soja desde então aumentou para os níveis pré-2006, enquanto o desmatamento continuou a declinar, sugerindo que as medidas antidesflorestamento podem ter influenciado o setor agrícola”, diz o texto.


Até amanhã, amig@s!

Fonte: Folha.com


Corte de metano e fuligem ‘esfriaria’ Terra.

Quase todas as medidas necessárias para isso, dizem os cientistas, teriam seus custos compensados ao evitar gastos em saúde pública e na agricultura.
Segundo o trabalho, publicado na revista “Science”, se o planeta adotar 14 medidas contra essas substâncias (leia mais abaixo), combateria a mudança climática, evitaria mortes por doenças respiratórias e aumentaria a produtividade agrícola.
O documento inclui propostas que vão desde a substituição de fornos a carvão –grande fonte de poluição em países pobres– até o controle do vazamento de metano em poços de petróleo.

Uma ação abrangente para combater a emissão do gás metano e a poluição por fuligem reduziria o aquecimento global de 2,2ºC para 1,7ºC em 2050, indica um novo estudo liderado pela Nasa (agência espacial americana).

Quase todas as medidas necessárias para isso, dizem os cientistas, teriam seus custos compensados ao evitar gastos em saúde pública e na agricultura.
Segundo o trabalho, publicado na revista “Science”, se o planeta adotar 14 medidas contra essas substâncias (leia mais abaixo), combateria a mudança climática, evitaria mortes por doenças respiratórias e aumentaria a produtividade agrícola.
O documento inclui propostas que vão desde a substituição de fornos a carvão –grande fonte de poluição em países pobres– até o controle do vazamento de metano em poços de petróleo.
Combater a emissão desse gás, que também é subproduto da agropecuária, ajudaria os próprios produtores rurais, porque o metano estimula o surgimento de ozônio em baixas altitudes, prejudicando a respiração das plantas.
A produção mundial de alimentos teria um incremento de 30 milhões a 130 milhões de toneladas se o ozônio derivado da poluição fosse reduzido indiretamente por meio do combate ao metano.
“As colheitas seriam o fator do qual países como o Brasil mais se beneficiariam”, disse à Folha Drew Shindell, do Instituto Goddard, da Nasa, que liderou o trabalho.
“Em países como China e Índia, o principal benefício seria na saúde pública, porque o problema de poluição por fuligem é muito maior lá.”
DIPLOMACIA
Segundo Shindell, como a maior parte dos países que tendem a se beneficiar são também grandes emissores de fuligem e metano, uma política eficaz não iria requerer um acordo internacional como aquele que o planeta está buscando contra o CO2 (dióxido de carbono), principal vilão do aquecimento global.
“No caso do combate a essas outras substâncias, temos mais chance de progresso se ele for implementado por ações locais”, diz o cientista.
“Iniciativas globais, porém, podem estimular ações locais, como o financiamento de bancos de desenvolvimento para alguns projetos.”
Mesmo não tendo potencial de aquecimento no longo prazo, a fuligem contribui para a mudança climática, sobretudo quando se acumula sobre a neve e o gelo em regiões frias. De cor escura, ela atrapalha a capacidade da água congelada de refletir radiação para fora da Terra.
Já o metano é o gás-estufa mais forte, apesar de não ser o mais abundante.
O combate a esses dois poluentes, porém, não serviria como compensação para o atraso do planeta em reduzir as emissões de carbono.
“Se adiarmos mais o acordo do clima, mesmo acabando com todo o metano e a fuligem, veríamos um enorme aumento no aquecimento, causado só pelo CO2, na segunda metade do século.”
CONTRA O METANO
1. Estender técnicas que evitam o vazamento de gás em minas de carvão
2. Eliminar as perdas e queimar o gás que hoje escapa de poços de petróleo
3. Reduzir vazamentos em gasodutos
4. Separar o lixo biodegradável para reciclagem, compostagem e uso da biomassa
5. Aprimorar o tratamento de esgoto para capturar o metano que escapa das estações
6. Controlar emissões da pecuária usando um tratamento especial para o esterco
7. Arejar as plantações de arroz para reduzir as emissões em plataformas alagadas
CONTRA A FULIGEM
1. Substituir a frota de veículos muito antigos que emitem poluição demais
2. Instalar filtros especiais nos veículos a diesel
3. Banir a queima de resíduos de agricultura ao ar livre
4. Substituir fornos a lenha por fornos a gás ou combustíveis de queima limpa
5. Levar aos países pobres a tecnologia de fornos por queima de biogás
6. Substituir tijolos de barro por vigas verticais ou por tijolos de fornos mais eficientes
7. Substituir fornos a queima de coque (subproduto do carvão) por fornos mais eficientes

Até amanhã,  amig@s!

Fonte: Folha.com

Campanha do WWF ‘esconde’ espécies ameaçadas em floresta.

A organização ambientalista WWF lançou uma nova campanha publicitária na França na qual animais de espécies ameaçadas aparecem camuflados em uma floresta tropical.
O observador precisa encontrar os animais escondidos em meio à folhagem, como se fossem esculturas feitas com as plantas.

Campanha publicitária da WWF na França mostra floresta tropical em que espécies ameaçadas como pantera... e tucano estão escondidos, como mostra a figura acima que indica a posição de todos os bichos

Os animais camuflados na imagem são um elefante, um coala com um filhote nas costas, uma pantera, uma preguiça, um orangotango, um tigre, um tucano, um crocodilo, uma iguana, um chimpanzé, um papagaio, um javali e uma jiboia.
Eles estão escondidos de várias formas: um tronco de uma árvore pode ser um dos animais, uma folhagem com detalhes pode ser outro.
Os cartazes fazem parte de uma campanha da WWF que alerta para os danos causados pelo desmatamento e visa levar o público a refletir sobre o número de animais que podem ser extintos se o desmatamento continuar.
As imagens foram espalhadas no sistema de metrô de Paris e também publicadas na revista Lonely Planet.
Uma das criadoras da campanha, Marine Garcia, da agência Marcel, afirmou que quatro artistas trabalharam meticulosamente no cartaz para tentar esconder os animais sem fazer com que seus contornos se perdessem totalmente, para que o público tivesse que se esforçar para vê-los.
“O objetivo deste cartaz é fazer com que as pessoas saibam que o desmatamento não mata apenas árvores, está matando a vida selvagem também. Os animais estão escondidos pois, em breve, podemos não vê-los mais”, afirmou.

Até amanhã, amig@s!

Fonte: BBC Brasil

Dióxido de carbono afeta sistema nervoso dos peixes, diz estudo.

As crescentes emissões de dióxido de carbono (CO2) podem afetar o cérebro e o sistema nervoso central dos peixes marinhos, com sérias consequências para a sua sobrevivência, revelou um estudo publicado na segunda-feira (16).
Segundo a pesquisa, as concentrações de CO2 estimadas para o fim deste século vão interferir na habilidade dos peixes de escapar de predadores.


O ARC (sigla de Centro de Excelência para Estudos de Recifes de Coral) informou que testou o desempenho de peixes jovens em água do mar com altos níveis de CO2 dissolvido ao longo dos anos.
“Agora está bem claro que eles sofrem uma alteração significativa em seu sistema nervoso central, podendo prejudicar suas chances de sobrevivência”, disse o professor que divulgou as descobertas, Phillip Munday.
Em artigo publicado na revista “Nature Climate Change”, Munday e colegas também detalharam o que afirmam ser a primeira evidência no mundo de que os níveis de CO2 na água do mar afetam um receptor cerebral chave nos peixes, provocando mudanças marcantes em seu comportamento e habilidades sensoriais.
A equipe de cientistas começou a estudar o comportamento de crias de peixe-palhaço e peixes-donzela ao lado de seus predadores em um ambiente de água enriquecida com CO2.
Eles descobriram que, enquanto os predadores eram pouco afetados, os filhotes apresentaram um desgaste muito maior.
“Nosso trabalho inicial demonstrou que o sentido do olfato em filhotes de peixes foi afetado pela presença de mais CO2 na água, o que significa que eles tiveram mais dificuldade de localizar um coral para se abrigar ou detectar o alerta de um peixe predador”, disse Munday.
A equipe, então, examinou também a capacidade dos peixes de localizar e ocupar recifes à noite e evitá-los durante o dia, para ver se ela foi afetada.
“A resposta é sim. Eles ficaram confusos. Ser atraído pelos corais à luz do dia os tornaria presas fáceis para os predadores”, acrescentaram os pesquisadores.
O estudo mostrou, ainda, que os peixes também tendem a perder o instinto natural de virar para a direita ou a esquerda, um importante fator de comportamento adquirido.
“Tudo isto nos levou a suspeitar que o que estava acontecendo não era simplesmente um dano ao seus sentidos individuais, mas, ao contrário, que níveis mais altos de CO2 estavam afetando o sistema nervoso central como um todo”, acrescentou.
Munday afirmou que 2,3 bilhões de toneladas de emissões de CO2 são dissolvidos anualmente nos oceanos do mundo, provocando mudanças na química da água na qual vivem os peixes e outras espécies.

Até amanhã, amig@s!

Fonte: Folha.com