Nossa cidade é pioneira em um projeto que já deveria ter sido votado há muito tempo..
Na segunda feira 18, todos os estabelecimentos da capital mineira passaram a não utilizar mais as velhas sacolinhas.
Assim, o consumidor ainda pode comprar sacolas compostáveis (aquelas que se degeneram após 3 meses, já que são feitas a base de amido) ou as retornáveis, mais conhecidas como ecobags.
Parabéns aos nossos vereadores, que votaram neste precioso projeto de lei e colocaram nossa cidade à frente no processo de desenvolvimento sustentável.
Por enquanto, a lei não teve efetiva fiscalização. Mas os comerciantes da cidade aderiram à idéia, embora a população ainda não tenha se acostumado muito bem.
Espero que o consumidor abra a cabeça e a consciência para aceitar esta nova idéia.
Mas o que esta data representa para este país tão miscigenado e, apesar disso, alheio às culturas fora do padrão ocidental que habitam nosso território há milhares de anos?
Em terras brasileiras, diferente de outros lugares como o Peru e o México, não havia tribo (etnia) dominante.
Quando nossos colonizadores portugueses ancoraram suas caravelas em nosso território, depararam-se com pessoas morenas, desprovidas de pêlos e com um senso de moral bem peculiar.
O estranhamento inicial foi passageiro, e logo tiveram a brilhante idéia de escravizar o povo nativo. Na terra onde seus ancestrais cresceram.
Os indígenas tiveram muito "apoio" dos jesuítas, que formavam nesta época uma espécie de governo paralelo. Os portugueses desistiram de explorar sua mão de obra.
Jovem indígena em dia de festa. Fonte: blog Ih,Falei!.
Mas estes grupos foram massacrados territorialmente, moralmente e culturalmente. E o são até hoje.
Quantas vezes não nos deparamos, até mesmo nas escolas, com frases como "os portugueses trouxeram para o Brasil a civilização".
Espera aí, cara-pálida! Depende do conceito de civilização... Eles possuem sua própria civilização, cultura, hábitos.
E estes nunca foram respeitados. Pelo contrário, os sucessivos governos sempre os julgaram inferiores.
Se não fosse assim, como explicar tantas aldeias dizimadas por latifundiários grileiros que mandam executar seus moradores, e apresentam documentos como se a terra fosse de sua posse há muito tempo?
O que mais me espanta é que os governos estaduais e os sucessivos presidentes e parlamentares nunca se preocuparam com esta questão.
Pelo contrário, sabemos de tantos "nobres" deputados que lançam mão desta prática... Neste Brasil onde os indígenas deveriam ser reis, fica a reflexão.
Gente, fiquei chocada com uma notícia que recebi agora e resolvi compartilha-la com vocês.
Uma pesquisa científica revelou que a má qualidade da água pode afetar nossa inteligência.
Sabemos que aqui no Brasil as estações de tratamento não retiram 100% das impurezas contidas na água, e os canos subterrâneos estão sujos e sem manutenção.
Zelar pela manutenção da rede de água e esgoto é dever das companhias, bem como é da competência dos governos municipal e estadual fiscalizar.
Vamos deixar a omissão de lado e lembrar a nossos gestores que eles têm o dever de garantir nossa saúde. Segue o link:
Muitas coisas temos ouvido a respeito da energia nuclear, por causa do acidente na usina de Fukushima.
O que não é amplamente divulgado é que o material radioativo não é destruído nunca. O processo gera muitos resíduos altamente tóxicos, e estes são descartados de forma imprópria. Aliás, qualquer descarte deste material é inapropriado, já que o contato com o solo ou a água é inevitável.
Todo o material radioativo é concretado e continua reagindo sob o solo, desce pelos lençõis freáticos e chega aos rios, contaminando a água e provocando diversas doenças, inclusive câncer. Isso sim pode transformar-se em uma catástrofe de dimensões planetárias.
Aqui no Brasil estamos longe de terremotos fortes e maremotos. Mas será que também estamos afastados do perigo nuclear por isso? Não podemos nos esquecer de que temos duas usinas nucleares em Angra, e o governo agora quer criar uma terceira.
Queridos, o post de hoje é uma dica direcionada a quem se interessa em estudar a biodiversidade brasileira (marinha e terrestre) e a legislação ambiental.
O site do Ministério do Meio Ambiente disponibiliza gratuitamente vasto material para pesquisa. Vale muito a pena conferir.
O projeto de Belo Monte não é novo. Começou no período da ditadura militar, em 1979, tendo em seu plano inicial a construção de cinco barragens: quatro no rio Xingu e uma no rio Iriri. Foi engavetado por conta dos problemas que o governo federal já passava com a construção da usina de Itaipu, no rio Paraná, onde houve um prejuízo social e ambiental incalculável.
Manifestantes do Greenpeace protestam contra a usina em cima de um monte de esterco.
Anos mais tarde, no governo Sarney, o então presidente tentou tirá-lo da gaveta novamente. E novamente não pôde seguir adiante, pois os povos indígenas que vivem na região começaram a organizar-se e demonstraram sua insatisfação com a construção da usina, protestando.
Do projeto inicial, restou apenas uma barragem. E esta, sozinha, alagará uma área de 12 hectares, no coração da floresta, além de deslocar 20 mil pessoas. Para onde? O governo não explica de forma alguma.
Os canais escavados terão 30km de extensão, abrirão uma fenda maior que o canal do Panamá e exterminará diversas espécies de peixes que vivem no Xingu e desovam em suas águas. Além do desastre ambiental, a população ribeirinha também sofrerá com a escassez de peixes e a seca. Isso, fora os transtornos à fauna pelo aumento do barulho, da poeira, ocupação desordenada do solo... Só problema!
Lula justifica essa loucura com o discurso do "progresso" a qualquer custo. Diz que a usina produzirá 11 mil megawatts/ano, o que não é verdade. Estudos mostram que a capacidade da usina será de, no máximo, 4 mil megawatts/ano.
E toda essa destruição será paga com o dinheiro de quem? do contribuinte, claro! O BNDES custeará 80% do valor total das obras, tendo o governo federal 30 anos (!!!) para pagar.
O balanço inicial do governo dizia que a obra custaria R$ 7 bilhões. Agora, essa marca subiu para inacreditáveis R$ 19 bilhões, e especialistas dizem que pode chegar a 30.
Dilma acaba de fazer um corte de R$ 50 bilhões na economia, e quer jogar dinheiro fora, causando toda esta devastação? Muito estranho...
Está claro que esta obra beneficiará somente aos empresários e empreiteiros que investirão nela.
É o nosso dinheiro, pessoal. É o nosso país.
Somente nós podemos fazer algo a respeito.
Vamos lotar a caixa de e-mail dos senadores, do ministro de Minas e Energia -Edison Lobão, da ministra do Meio Ambiente - Izabela Teixeira e, porque não, da Dilma.
Liguem para os gabinetes, façam barulho.
Só assim nossas vozes serão ouvidas.
Abaixo, um vídeo que mostra bem os perigos da usina para a região e todo o planeta.
Alguém lembra da tragédia ocorrida no morro do Bumba, em Niterói (estado do RJ) há um ano atrás? Vou refrescar a memória de vocês.
Este morro veio abaixo, em uma tempestade neste período do ano passado. Os moradores construiram suas casas irregularmente, em cima de um lixão desativado. Alguns dizem até que já moravam lá antes que o terreno se tornasse baldio. Mas isso não importa. O que nos interessa ressaltar aqui é que dezenas de pessoas morreram soterradas, e outras centenas ficaram desabrigadas.
O ano de 2010 passou, e as vítimas continuam desalojadas. Serão remanejadas para um segundo abrigo, com cômodos pequenos marcados por divisórias de madeira, sem teto. Isso mesmo, sem teto.
Além de perder o pouco que possuíam, estas pessoas perderam também a dignidade, já que não têm uma casa, um porto seguro. Não têm onde se abrigar da chuva e do sol.
Como (e onde) ficarão os milhares de sobreviventes da maior catástrofe ambiental brasileira, a da região serrana do Rio de Janeiro? Até agora, são contados 865 corpos, e os outros continuam desabrigados.
Soube que a logística das doações está péssima, os voluntários são obrigados a colocar os donativos no meio do barro, por não ter local para estocá-los.
Temos que cobrar dos governos (federal, estadual e municipal) o mínimo de organização, para que estas pessoas, que já sofreram tanto, possam ser bem atendidas em suas necessidades básicas.
Continuem doando material de limpeza, higiene pessoal, água e alimentos não-perecíveis.
O desastre foi anunciado há muito tempo. A catástrofe da região serrana do Rio de Janeiro foi causada por uma série de fatores já conhecidos há muito e, para variar, as autoridades colocam a culpa em São Pedro.
As vertentes das encostas são de grande inclinação. Uma camada muito fina de terra com vegetação, nesta área íngrime e com construções sem planejamento algum, chuva intensa, solo encharcado e lixo. Pronto. Está feita a fórmula da tragédia.
A principal causa de tantas mortes foi a incompetência dos gestores públicos. Faltou planejamento, fiscalização, vontade política, liberação de recursos e o mínimo de humanidade.
A geógrafa Ana Coelho Neto, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), em entrevista a Paulo Henrique Amorim, do Record News, disse ter feito diversos estudos na região, e todos foram arquivados. O jornalista perguntou a ela qual desses estudos lhe deu a sensação de salvar vidas. A resposta, um pouco se jeito, foi: "Eu diria que está na gaveta". Ou seja, os governantes já estavam alertados há tempos.
Enquanto isso, na cidade de Areal, o prefeito Laerte Calil viu as águas subindo no rio que corta a cidade e teve a idéia de alertar a população. Teve apenas duas horas para fazê-lo, com um carro e um megafone. Foi esta a medida simples e barata, que evitou uma tragédia maior na cidade.
As pessoas ouviram o comunicado, saíram de suas casas e seguiram para um local seguro. Muitas vidas foram salvas.
Parabéns a este prefeito, verdadeiramente comprometido com o povo que o elegeu.
Já a prefeitura de Nova Friburgo tinha conhecimento do que poderia ocorrer desde 2006, e nada fez para conter o maior desastre climático do Brasil.
A grande questão é: como o poder público não se preparou, se já havia voluntários prontos para ajudar nesta tragédia? De quem é a responsabilidade? Nosso país é despreparado, e não tem planos eficazes para o combate a catástrofes naturais. O que ocorreu na Austrália foi bem pior, e pouquíssimas foram as vítimas. Lá havia planejamento.
Este é um recado da natureza, uma lição que ela nos dá.
Vamos ajudar os nossos irmãos de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e todos os lugares arrasados pela água no Brasil.
As doações podem ser entregues na BR 356, na saída para o Rio de Janeiro. Para maiores esclarecimentos, ou para registrar-se como voluntário, ligue para o número 3249-4200.
Colabore você também!
Impacto da tragédia em Nova Friburgo. Fonte: BondeBlogBrasil.
O meu amor pela natureza surgiu em Cordisburgo, terra de Guimarães Rosa e da famosa gruta de Maquiné. Ainda muito menina, eu vivia encantada pelas belezas naturais e pela vida selvagem daquele lugar.
Gruta de Maquiné, em Cordisburgo.
Cidade pacata com seus contadores de causos, seu doce de leite no fogão à lenha, sua broa e seu café. O congado, a cultura e o povo... Povo simples e humilde, que sempre teve respeito à vida e ao meio ambiente.
Todos amavam a Mãe Terra que lhes dava em abundância seus frutos e seu pão.
As lavadeiras cantarolavam dentro do rio, enquanto lavavam suas trouxas de roupa, e a criançada nadava naquela água pura e cristalina.
Brincávamos o dia inteiro no meio da mata. O nosso contato com os animais e a natureza era de total respeito, o homem e a natureza viviam em harmonia. Tudo seguia de forma simples, natural e feliz.
A Terceira Revolução Industrial (e, pasmem, estamos a caminho da quarta!) nos deixou de herança a chamada sociedade de consumo. Com isso, observo estarrecida que as crianças agora substituem o brincar pelo consumir, sem que os pais percebam o mal que esse comportamento traz às próprias crianças e ao meio ambiente. Se a demanda por recursos do planeta continuar a aumentar no ritmo atual, nós precisaremos do equivalente a dois planetas para manter nosso estilo de vida.
Devemos agir agora, sem perda de tempo, se ainda quisermos água potável, ar puro, terra fértil e um clima razoável. Estas são causas em favor de todos, e não de apenas alguns.
Mais importante que cuidar do planeta para os nossos filhos, é cuidar dos nossos filhos para o planeta. Este blog tem como objetivo sensibilizar, informar e conseguir multiplicadores para lutarmos juntos pelas questões ambientais da nossa cidade. Vamos vencer juntos esta luta!