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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Decretado estado de catástrofe natural na zona do naufrágio do Costa Concordia.

O Conselho de Ministros italiano decidiu hoje (20) decretar o estado de catástrofe natural na zona afetada pelo naufrágio do navio Costa Concórdia, no dia 13, na costa da Toscana, na Itália.
A decisão foi confirmada pelo ministro das Relações com o Parlamento, Piero Giarda, à saída do Conselho de Ministros.

Naufragio do costa concordia.Fonte: Globo

A medida “implica que todas as operações ligadas ao acidente são de interesse nacional e requerem a participação das instituições nacionais, do governo e da região”, explicou o ministro do Ambiente, Corrado Clini.
“O nível de recursos necessários será definido a partir do plano que iremos adotar”, disse Clini.
O naufrágio do Costa Concordia, que tinha a bordo mais de 4.000 pessoas quando se chocou em rochas junto à ilha de Gigli, na região da Toscana, fez pelo menos 11 mortos. Cerca de duas dezenas de pessoas continuam desaparecidas.
As autoridades italianas temem um desastre ecológico caso comecem a sair para o mar as 2.380 toneladas de combustível, que ainda permanecem nos reservatórios do navio, que se encontra parcialmente submerso e virado.

Até amanhã, amig@s!

Fonte: Agência Brasil

AIE alerta para aumento das emissões devido ao abandono da energia nuclear.

Desde o desastre na usina de Fukushima, no Japão, diversos países cancelaram ou diminuíram seus investimentos em energia nuclear, um movimento que a Agência Internacional de Energia (AIE) teme que possa resultar no aumento de 6,2% das emissões de gases do efeito estufa até 2035.

Energia nuclear- Energia existente no núcleo do átomo, que mantém juntos protons e nêutrons, e que pode ser  liberada por meio de uma reação de fissão ou fusão nuclear.Fonte: Lulik.

“Qualquer expansão do uso das fontes limpas corre o risco de ser pequeno demais para compensar a maior utilização do carvão para gerar eletricidade, ainda mais porque o mundo caminha para um período de crise econômica que pode resultar na queda nos investimentos”, alertou Faith Birol, economista chefe da AIE, durante uma coletiva na Conferência Mundial de Energia do Futuro (WFES).
Segundo Birol, a intenção de substituir a energia nuclear por fontes renováveis é ambiciosa, mas não funcionará se os países continuarem a subsidiar os combustíveis fósseis da forma que fazem atualmente.
“São mais de US$ 409 bilhões em subsídios anuais que ajudam a tornar o carvão e o petróleo opções muito mais atraentes em tempos de crise do que qualquer fonte limpa”, explicou.
Birol também criticou quem afirma que os subsídios garantem o acesso das pessoas mais pobres à eletricidade.
“Apenas 8% dos subsídios são destinados para os 20% mais pobres do planeta. Uma reforma nas políticas públicas de energia podem enxugar os subsídios e ainda assim melhorar a condição de vida de milhões de pessoas.”
A Alemanha afirmou que abandonará a energia nuclear em 2022, já o Japão, França e China diminuíram consideravelmente seus planos para novas usinas.

Até amanhã, amig@s!

Fonte: Instituto Carbono Brasil


Florestas tropicais precisam de financiamento massivo, mas REDD deve ser bem elaborado para ter sucesso.

O mecanismo proposto para reduzir as emissões de gases do efeito estufa protegendo as florestas tropicais evoluiu consideravelmente desde que começou a ganhar força durante as negociações climáticas de 2005 em Montreal. Conhecido na época como “desmatamento evitado”, o conceito era simples: pagar países com florestas tropicais para manterem suas árvores em pé.

Proteger a floresta é um dever sagrado de todos nós. Fonte: Viva Terra

Desde então, o conceito foi ampliado para abranger atividades além da conservação florestal, incluindo reduzir a extração madeireira e os incêndios, proteger turfeiras densas em carbono, encorajar melhores práticas de manejo florestal nas concessões de florestas existentes e promover o reflorestamento e florestamento.
Algumas dessas mudanças surgiram a pedido dos próprios países tropicais, que temiam que o “desmatamento evitado” pudesse ser restritivo demais e não conseguisse abordar fontes chave de emissões de carbono, incluindo a degradação de florestas e turfeiras.
Mas à medida que a ideia simples se tornava mais complexa – o desmatamento evitado se tornou RED (Redução de Emissões por Desmatamento), depois REDD (acrescentando Degradação), depois REDD+ (acrescentando conservação, manejo sustentável de florestas e melhoria de estoques de carbono florestal) e ainda REDD++ – ela levantou preocupações entre alguns ambientalistas e cientistas de que um mecanismo de REDD mal projetado poderia ter resultados perversos, não conseguindo nem proteger florestas nem reduzir emissões, e potencialmente colocando a biodiversidade, os direitos à terra tradicionais e o modo de vida local em risco.
Por isso, o REDD tem sido um dos tópicos mais debatidos em negociações climáticas internacionais nos últimos anos. As apostas são altas: uma vez que o desmatamento e a degradação de florestas e turfeiras somam mais de 10% das emissões globais de CO2, o financiamento de carbono poderia desbloquear dezenas de bilhões de dólares por ano para uma série de programas florestais, potencialmente gerando benefícios muito além da mitigação das mudanças climáticas.
Uma voz proeminente na discussão acerca de REDD desde a sua origem é o grupo ativista ambiental Greenpeace, que lançou diversos relatórios alertando para os perigos de um mecanismo de REDD projetado inadequadamente, incluindo incentivos para minar o desenvolvimento de energias limpas reduzindo o preço dos créditos de carbono e potencialmente subsidiando as atividades industriais em florestas, incluindo as plantações em florestas e extração madeireira.
Recentemente, o Mongabay se encontrou com Roman Czebiniak, assessor político do Greenpeace Internacional para Mudanças Climáticas e Florestas, para uma atualização a respeito da posição política da organização sobre REDD, bem como sobre os recentes desenvolvimentos na arena política do carbono florestal.
ENTREVISTA COM ROMAN CZEBINIAK, DO GREENPEACE
Mongabay.com: O Greenpeace vê algum desenvolvimento positivo decorrente do texto de REDD de Durban?
Roman Czebiniak: Não. Em vez de fornecer orientação e segurança necessárias para a sociedade civil, doadores e investidores sobre como melhor atender o objetivo do Acordo de Cancún na Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD) de “desacelerar, deter e reverter” o desmatamento de uma forma socialmente responsável, as decisões adotadas em Durban aumentaram os riscos ambientais e sociais associados com o objetivo de Cancún sobre REDD.
Em vez de proteger os direitos das pessoas responsáveis por conservar as florestas, as decisões de Durban abriram a porta para companhias irresponsáveis que lucram com a destruição florestal. Um ano inteiro de negociações foi desperdiçado.
M: Até que ponto o Greenpeace espera que o REDD seja dependente da primeira derrubada de florestas primárias?
RC: O Greenpeace espera que o REDD tenha um papel na redução e, em última análise, na interrupção da primeira derrubada em florestas primárias intactas. A primeira derrubada frequentemente leva a uma liberação massiva de carbono, abre a floresta para outros depredadores (como a expansão do agronegócio) e enfraquece a natureza adaptativa das florestas intactas.
O REDD foi criado para fornecer um incentivo onde atualmente não existe um: deixar as árvores em pé. Usar os fundos de REDD para incentivar a expansão de atividades destrutivas para as florestas como a extração industrial da madeira (o que já é economicamente viável) seria perverso.
Muitos países com florestas tropicais estão entre aqueles altamente vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas. Proteger as florestas naturais é uma das melhores formas de mitigar as mudanças climáticas, mas também ajuda os ecossistemas e as pessoas a se adaptarem às alterações no clima. O REDD deve fornecer incentivos simples e eficientes para que os países mantenham suas florestas naturais intactas e livres da exploração industrial.
M: O Greenpeace está preocupado com a possibilidade de o REDD subsidiar a degradação das florestas?
RC: Sim. Inicialmente o REDD tinha apoio significativo já que era visto como um esforço para proteger os poucos remanescentes florestais que deixamos neste planeta. Um item que foi tão danoso em Durban é que quase oito anos de construção de um consenso sobre a fundamentação do REDD em dados históricos, ou o que chamo de realidade, ao invés de projeções infladas, quase desapareceram.
Ao invés de um esquema simples e transparente que incentivava os países com altas taxas de desmatamento a reduzi-las, e aqueles com baixas taxas históricas de desmatamento a proteger suas florestas aos níveis históricos, a porta foi aberta para que os países possam alegar reduções através de especulação e não de fatos.
Os países agora podem dizer que o REDD reduzirá as emissões que ainda não ocorreram e que podem nunca se materializar, não importando as intervenções feitas pelas políticas de REDD. Isto pode levar a situações onde o REDD não apenas fracassa na redução do desmatamento e degradação, mas onde os recursos na realidade estão sendo usados para subsidiar a continuidade da destruição das florestas pelo setor madeireiro e agroindústria.
M: Como o Greenpeace enxerga a questão das atividades de REDD em nível nacional e subnacional?
RC: Para o Greenpeace, a combinação do sucesso do REDD parece clara: reduções de abrangência nacional no desmatamento e degradação combinados com salvaguardas fortes para a biodiversidade, direitos dos povos indígenas e comunidades locais. Testemunhei a escala de destruição das florestas e simpatizo com aqueles que se empenham no financiamento das florestas, não importa sua fonte.
Porém, pesquisas de Stanford e outras demonstram que abordagens sub-nacionais podem fazer mais mal do que bem ao criar um desincentivo para ação nacional. Esta é uma das principais lições do MDL, que parece ter adiado ações na China sobre os HFCs, entre outros. Uma segunda lição é que precisamos esperar que os mercados ajam como fazem normalmente e entregar uma commodity ao menor preço possível. O MDL tem objetivo duplo, reduções de emissão e desenvolvimento sustentável…  o seu fracasso em relação ao último parece uma lição presciente para as salvaguardas do REDD.
O acordo de Cancun limitou as atividades subnacionais de REDD a medidas “ínterim” e apenas submissos ao monitoramento de programas nacionais. Várias análises independentes de projetos de REDD subnacionais para compensação de emissões (incluindo um do Greenpeace) revelaram que são ineficientes devido aos problemas inerentes de vazamento (onde a causa do desmatamento meramente muda de uma parte do país para outra), falta de adicionalidade (onde dinheiro é fornecido para proteger uma área que seria conservada de qualquer forma) e impermanência (áreas que são subsequentemente destruídas devido a incêndios, infestações e até mesmo eventos climáticos).
No mínimo, tais programas de REDD não ofereceriam nenhum benefício ao clima. Se for para incluir os projetos subnacionais no mercado de carbono na forma de compensações, isto poderia piorar ainda mais a crise climática ao permitir que industrias continuem a poluir ao mesmo tempo que não fornecem reduções reais de emissão em troca. Algo para os californianos levarem em conta.
M: Qual é a posição do Greenpeace em relação às fontes de financiamento para o REDD?
RC: A organização tem pedido pelo estabelecimento de uma janela separada para as florestas sob o Fundo Verde do Clima (não um mercado de compensações), e até mesmo desenvolveu propostas específicas para o mecanismo de REDD. Também apoiamos uma ampla gama de novas fontes de financiamento genuinamente adicionais, como taxas e impostos, abordagens de mercado e híbridas e redirecionamento de subsídios.
Traduzido por Jéssica Lipinski e Fernanda Bittencourt Muller
Leia a íntegra da entrevista no Mongabay

Até amanhã, amig@s!

Fonte: Instituto Carbono Brasil


Decisão do Canadá de abandonar Protocolo de Quioto pode parar na justiça.

Um grupo de estudantes e ambientalistas liderados pelo ex-deputado e professor de direito da Universidade de Montreal, Daniel Turb, entrou com uma ação na Corte Federal do Canadá alegando que seria inconstitucional o atual governo abandonar o Protocolo de Quioto, assinado em 1997.
O processo, se aceito pela Corte, será movido contra o governo canadense e os ministérios da Justiça, Meio Ambiente e Relações Exteriores.

Acordo segundo o qual os países industrializados devem reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em pelo menos 5%.Fonte: Estadao

Segundo Turp, a Casa dos Comuns, o equivalente à Câmara dos Deputados brasileira, aprovou em 2007 a execução de ações sugeridas por Quioto na forma de uma lei federal.
“Como agora os deputados não foram consultados sobre o abandono do Protocolo? É uma obrigação constitucional passar pelo Parlamento qualquer decisão que vai contra as leis vigentes”, declarou Turp.
De acordo com o Protocolo de Quioto, o Canadá deveria cortar suas emissões em 6% até 2012 com relação ao nível de 1990. Mas na realidade as emissões canadenses estão 17% acima do que eram vinte anos atrás.
O governo justificou o abandono afirmando que para alcançar as metas teria que gastar US$ 13,6 bilhões e adotar medidas que prejudicariam a competitividade das indústrias do país.
Além disso, o primeiro-ministro Peter Kent afirmou, ainda durante a Conferência do Clima de Durban (COP17), em dezembro passado, que não faz sentido a continuidade do Protocolo de Quioto uma vez que não inclui os dois maiores emissores do planeta, Estados Unidos e China.
Para Turp, as reais razões para o abandono são ideológicas e, de qualquer forma, o Parlamento deveria ter sido ouvido.
“Acredito que temos um caso real aqui e espero que a Corte Federal decida que o governo não pode simplesmente ignorar o poder legislativo”, concluiu Turp.

Até amanhã, amig@s!

Fonte: Instituto Carbono Brasil


domingo, 22 de janeiro de 2012

Britânico descobre novo ‘planeta’ participando de programa de TV.

Um espectador do programa de TV da BBC Stargazing Live descobriu o que seria um novo planeta aproximadamente do tamanho de Netuno e que teria condições de temperatura e ambiente similares às de Mercúrio.
O astro orbita a estrela chamada SPH10066540 e seria cerca de quatro vezes maior que a Terra. Os pesquisadores ainda precisam se certificar de que trata realmente de um planeta.
O britânico Chris Holmes teria feito a descoberta ao atender a um pedido do programa para que seus espectadores utilizassem dados coletados pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa, com informações relativas a possíveis novos planetas.

“Eu nunca tinha tido um telescópio. Tinha um interesse vago sobre onde as coisas se situam nos céus, mas não passava muito disso”, disse o astrônomo amador Chris Holmes.
Ele encontrou o novo planeta ao analisar imagens de estrelas no site Planethunters.org, uma colaboração entre a Universidade de Yale e o projeto científico realizado por amadores Zoouniverse.
Candidato a planeta
De acordo com o cientista Chris Lintott, da Universidade de Oxford e um dos organizadores do Planethunters, ainda será preciso realizar mais testes para se certificar plenamente de que a nova descoberta é de fato um planeta, mas ele acrescenta que tudo o leva a crer que sim.
“Se comprovada, esta será a nossa quinta descoberta desde que o projeto teve início e primeira feita por um britânico”, afirma.
O telescópio Kepler, em atividade desde 2009, vem promovendo buscas em uma parte do espaço que muitos acreditam ser similar ao nosso sistema solar.

Até amanhã, amig@s!

Fonte: G1

Amazônia está emitindo cada vez mais gás-estufa.

Amazônia é importante para absorver gás carbônico e ajudar a combater o aquecimento global? O estudo mais recente sobre essa questão, que atormenta cientistas há décadas, aponta que ainda há dúvidas sobre se a região é mesmo um “sorvedouro” de carbono. Mas o trabalho conclui que o desmatamento e o aquecimento global estão gradualmente levando a região a se tornar mais uma fonte dos gases de efeito estufa do que um ralo para absorvê-los.

A floresta cansada. Fonte: Folha

“Não sabemos de onde partimos, mas sabemos para onde estamos indo”, disse à Folha Eric Davidson, cientista do Centro de Pesquisas de Woods Hole (EUA), que coordenou o trabalho.
“A mudança talvez seja de um sorvedouro de carbono forte para um sorvedouro fraco ou de uma fonte pequena de carbono para uma um pouco maior, talvez até cruzando essa barreira. Ainda não temos como estimar o fluxo líquido de carbono para toda a bacia Amazônica.”
O estudo liderado por Davidson, publicado da edição da revista “Nature” nesta quinta-feira, foi um balanço dos quase 20 anos de pesquisas do LBA (Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia), o maior projeto de pesquisa em ecologia e geociências da região.
Mesmo sem uma resposta detalhada sobre essa questão estratégica, cientistas comemoram o fato de que os dados da iniciativa têm ajudado nas políticas de preservação da floresta.
“O LBA mostrou que em um período de forte estresse climático, como as secas de 2005 e 2010, a floresta se torna uma pequena fonte de carbono”, diz Paulo Artaxo, geofísico da USP, também autor do estudo.
“Isso é importante porque a Amazônia tem em sua biomassa um reservatório de carbono equivalente a quase dez anos da queima mundial de combustíveis fósseis. Qualquer alteração nesse regime é significativa do ponto de vista da mudança climática.”
Uma das conclusões que o LBA permitiu tirar é que, apesar de a Amazônia ser robusta o suficiente para suportar fatores individuais de estresse –secas, desmatamento e queimadas, entre outros–, a floresta pode não suportar todos ao mesmo tempo.
“Há sinais de uma transição para um regime dominado por perturbações”, dizem Artaxo, Davidson e outros autores do trabalho.
MONITORAMENTO
Segundo o pesquisador brasileiro, um dos problemas em responder a questões complexas sobre o comportamento da floresta diante da mudança climática é que, apesar de ser o maior projeto de pesquisa na região, o LBA não é grande o suficiente.
“Temos 13 torres de fluxo [instrumentos para estudos atmosféricos] hoje em 5,5 milhões de km2. Seria um engano achar que 13 pontos de medida seriam capazes de representar uma área continental do tamanho da Amazônia”, diz Artaxo.
“O país precisa ampliar esse sistema para monitorar não só a Amazônia, mas também outros biomas, como o cerrado e o Pantanal.”

Até amanhã, amig@s!

Fonte: Folha.com


Jiboia ‘sente’ parada cardíaca em coração de presa, diz estudo.

Um estudo feito por pesquisadores americanos afirma que as jiboias sabem exatamente o quanto precisam espremer suas presas para matá-las.
As cobras da espécie Boa constrictor conseguem perceber os batimentos cardíacos da vítima e só relaxam os seus próprios músculos depois que aqueles param, afirmam os pesquisadores.


Esta capacidade seria crucial para um predador que precisa equilibrar sua necessidade por comida com a energia que gasta para contrair seus músculos com a força e pelo tempo necessários para sufocar o animal.
O estudo coordenado pelo professor Scott Boback, do Dickinson College, na Pensilvânia, tinha como objetivo desvendar exatamente esse mecanismo.
“Coração falso”
Os cientistas usaram ratos de laboratório como presas – mas, em vez de usar roedores vivos, eles implantaram ‘simuladores de coração’ em ratos mortos.
Quando a jiboia atacava uma das presas já mortas, os pesquisadores conseguiam controlar o coração falso remotamente.
Eles também usaram sensores no corpo do rato para medir como a cobra ajustava sua força.
“Da primeira vez que fizemos o teste com uma cobra e um rato com simulador de coração, não consegui acreditar”, disse Boback à BBC.
“Ela estava se contorcendo e espremendo o rato numa aparente tentativa de matá-lo.”
Enquanto a equipe mantinha o coração falso batendo, ficou claro que a jiboia apertava os ratos “por mais tempo que qualquer cobra observada anteriormente espremendo uma presa – viva ou morta”.
Ratos mortos
A reação das cobras aos ratos sem simuladores de batimentos cardíacos foi completamente diferente. As jiboias “atacavam, se enrolavam, espremiam o rato e depois soltavam gradualmente”.
“Houve uma diferença tão grande que eu sabia que estávamos descobrindo algo muito interessante”, disse Boback.
A equipe descreveu suas conclusões na revista científica Royal Society Journal Biology Letters.
“Durante a contração, a cobra consegue ‘sentir’ o batimento cardíaco da presa”, afirmaram os pesquisadores.
“Muitos veem as cobras como assassinas audaciosas, incapazes de funcionamentos complexos que reservamos a vertebrados ‘mais nobres’. Nossas descobertas contrariam isso.”
De acordo com os cientistas, a precisão do sentido de tato das cobras significa que os animais são “capazes de fazer coisas que não percebíamos antes”.
“Por exemplo, as cobras podem utilizar esse agudo sentido táctil para coordenar movimentos complexos associados à locomoção desprovida de membros”, disse Boback.

Até amanhã,amig@s!

Fonte: G1



Queimadas ameaçam Mata do Ronca, em Paulista.

O avanço das queimadas ameaça Área de Preservação Permanente (APP) em Paulista, no Grande Recife. Ocupação irregular e construção de moradias, aos poucos, estão matando a vegetação da Mata do Ronca, na Mirueira. Localizado no limite entre Paulista e o Recife, na margem da BR-101, o espaço de 141 hectares é coberto por resquícios de mata atlântica. Por causa da falta de controle do poder público, o local está cheio de árvores destruídas pelo fogo e virou depósito de lixo. Os moradores da Mirueira denunciam que a prefeitura, responsável pela fiscalização, não coíbe os abusos.

As construções irregulares na Mata do Ronca estão prejudicando também um riacho que abastece parte das pequenas propriedades da Mirueira. Aos poucos, a mata ciliar perdeu o espaço e o curso-d’água teve volume prejudicado.
“A água do Riacho do Ronca é usada para irrigar as plantações e para uso pessoal. Há poucos anos, dava até para beber. Agora, temos medo, porque o gosto não é o mesmo. A água está sendo poluída pelos ocupantes da área de preservação e, durante o verão, o fluxo diminui bastante”, afirmou um morador de um sítio perto da Mata do Ronca que preferiu não ser identificado.
O grupo que luta pela defesa da área de preservação conta com moradores do sítio vizinho à mata desde os anos 80. Segundo eles, a Mata do Ronca é habitat de animais como tatus, raposas, bichos-preguiça, sabiás, bacuraus e curiós. “Hoje, além do risco para os animais e da vegetação queimada, temos que conviver até com restos de carros roubados”, declarou outro morador.
De acordo com o diretor de Meio Ambiente de Paulista, Gerson Vicente da Silva, o município está intensificando as ações de combate à devastação. “Na última semana, estivemos na Mata do Ronca e constatamos a existência das ocupações irregulares, da extração de madeira e das queimadas em grande parte da reserva. Temos uma audiência marcada no Ministério Público Federal, no dia 29 de fevereiro, com representantes da massa falida da Lundgren Irmãos Tecidos Industrial e Comércio S.A. – Casas Pernambucanas, responsável pelas terras.

Até amanhã,amig@s!

Fonte: JC Online


Famílias realizam safáris na África e caçam girafas por diversão, diz jornal

Denúncia do jornal britânico “The Sun” mostra que turistas têm aproveitado viagens à África para caçar, de forma legal, girafas em reservas selvagens.
Segundo a reportagem, a maioria das pessoas levam para casa a cabeça dos animais como um troféu de sua aventura ou famílias que participaram da caçada tiram foto sorridentes ao lado com animal morto.



De acordo com especialistas, a maioria dos “caçadores” são da Grã-Bretanha, América do Norte, Alemanha, Rússia e Escandinávia. Os caçadores chegam a pagar até R$ 27,2 mil por expedições em busca do mamífero. Clubes de caça pedem até R$ 2,7 mil pela cabeça como troféu.
De acordo com a publicação, a população de girafas caiu de 140 mil para cerca de 80 mil em 24 anos, com risco de extinção da espécie em países como Angola, Mali e Nigéria. Entretanto, na África do Sul, Namíbia e Zimbábue a caça é legalizada. Mais imagens podem ser vistas aqui.

Até amanhã, amig@s!

Fonte: G1


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Crânio de animal pré-histórico ‘russo’ é encontrado no Brasil.

O crânio de um ancestral dos mamíferos só encontrado antes em terras russas e africanas foi descoberto em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, anunciaram cientistas brasileiros nesta segunda-feira (16). O fóssil é o primeiro descoberto na região de um carnívoro terrestre que teria vivido na América do Sul durante a Era Paleozoica – entre 540 milhões e 250 milhões de anos atrás.


 O crânio deste animal pré-histórico Russo é encontrado no brasil.Fonte:Revista Infinita

Os chamados “terápsidos” viveram há 260 milhões de anos e se alimentavam de pequenos herbívoros.
O crânio completo encontrado tem aproximadamente 32 centímetros de comprimento e foi visto pela primeira vez em dezembro de 2008 na região dos pampas, dentro de uma fazenda. Depois de três anos de análises, os cientistas conseguiram identificar a espécie do animal e a anunciaram nesta segunda.
Para os pesquisadores responsáveis pela descoberta, as comparações com os “parentes” russos e africanos permitem estimar que o carnívoro brasileiro tinha 3 metros de extensão, pesando mais do que um leão.
O nome científico do bicho (Pampaphoneus biccai) significa “matador dos pampas”, explica um dos autores da descoberta, o pesquisador Juan Carlos Cisneros, da Universidade Federal do Piauí (UFPI).
O animal pertence a um grupo particular de terápsidos conhecidos como “dinocefálios”. Este grupo de animais já extintos também recebeu um apelido ameaçador na tradução do latim: “cabeça terrível”.
A bravura está ligada aos ossos grossos dos dinocefálios, reforçados por rugas e cristais no crânio. “Essa característica era voltada para proteção. Algumas espécies usavam a cabeça para brigar, como fazem as cabras hoje em dia”, diz o pesquisador.
Mesmo bravos, a maior parte dos dinocefálios era herbívora. As poucas espécies carnívoras mediam até 6 metros e eram os maiores predadores terrestres na época em que P. biccai viveu.
“Carnívoros são raros. Até hoje, se você vê um documentário na África, vai ver um monte de zebra, mas poucos leões”, diz Cisneros. “Eles são limitados pelo volume de alimento disponível, há sempre menos carnívoros do que herbívoros.
Caça a fósseis
O achado foi divulgado na revista da Academia de Ciências Americana, a PNAS, nesta segunda. Cisneros já esperava encontrar fósseis no Rio Grande do Sul que fossem parecidos com os de outras partes do globo.
“A gente tinha uma suspeita de que esse animal pudesse existir no Brasil”, afirma.
Entre 2008 e 2009, a equipe de Cisneros visitou 50 localidades no país, procurando por sítios paleontológicos relevantes. Eles escolheram dez lugares, sendo que um deles rendeu a descoberta de outro animal pré-histórico, mas herbívoro: o Tiarajudens eccentricus, um terápsido com dentes no céu da boca (palato), cujo fóssil também foi achado em São Gabriel.
“Procurávamos sempre por lugares sem vegetação e, dependendo das cores observadas e da erosão no local, nós avaliamos as chances de encontrar fósseis ou não”, explica o especialista. “Essa área dos pampas gaúchos apresenta grande potencial, há rochas sedimentares ali, que cobrem os restos mortais dos seres vivos com areia e lama.”

Passeio pela Pangeia

Cisneros defende que o estudo é uma prova da grande mobilidade dos vertebrados terrestres por todos os cantos do supercontinente Pangeia, que unia, no passado, todos os continentes atuais.
O fóssil é muito parecido com as espécies encontradas atualmente na Rússia, no Cazaquistão, na China e na África do Sul. Com a versão brasileira deste tipo de animal, especialistas acreditavam que uma distribuição mais cosmopolita dos terápsidos pode ter ocorrido muito antes do que se imaginava.
Até então, os cientistas afirmavam que este tipo de interação teria ocorrido somente mais tarde, durante o período Triássico – entre cerca de 250 milhões e 200 milhões de anos atrás.

‘Pais’ dos mamíferos

Apesar de serem muito parecidos com répteis, os terápsidos se encontram mais próximos dos mamíferos na arvore genealógica dos animais pré-históricos. Isso os distancia também das comparações com os dinossauros.
Os mamíferos atuais possuem ossos dentro do ouvido que participam da audição, além de dentes mais complexos, cauda menor e uma postura mais ereta. No caso de P. biccai, a semelhança com répteis aparece somente quando se leva em conta a forma como os dentes se encaixavam: os de cima entre os debaixo, como ocorre em uma boca de jacaré.




Até amanhã, amig@s!

Fonte: G1